Os cântaros

Nas longas mesas do tempo
bebem os cântaros de Deus.
Bebem até ao fim os olhos dos que vêem e os olhos dos
cegos,

os corações das sombras dominantes,
as faces ocas da tarde.
São os mais poderosos bebedores:
levam à boca o vazio e o cheio
e não transbordam como tu ou eu.

Paul Celan

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