João Roiz de Castel-Branco

João Roiz de Castel-BrancoVida e Obra

João Roiz de Castel-Branco (meados do séc.XV-1515) foi fidalgo da Casa Real de D. Manuel, desempenhando o cargo de contador da fazenda da Beira.
A obra poética de João Roiz de Castelo Branco resume-se a 4 composições incluídas no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.
Duas são trovas com contornos epistolares e as restantes composições são uma glosa a um vilancete castelhano e a cantiga “Senhora partem tão tristes”, justamente célebre pela beleza, feita de rigor e harmonia, com que desenvolve um tema recorrente no Cancioneiro Geral: a partida.


Leitura Escultórica

Escultura
A escultura é constituída por duas colunas verticais paralelas que dão a sensação de par, de união, de sintonia. E cada uma das duas colunas nasce uma folha, e as duas folhas lançam-se no espaço em sentidos opostos, separando-se, “partindo-se”. Além de se separarem, as folhas são simétricas, mas numa resolução do positivo-negativo, como referência à dualidade de uma relação amorosa.

A escultura é em pedra mármore de Estremoz, de tom anilado, em que todos os veios visíveis são dispostos em simetria. O acabamento é em amaciado.

Leitura Poética
O poema mais conhecido de João Roiz de Castel-Branco e geralmente o único que aparece na grande maioria das coletâneas, é a cantiga “Partindo-se”.
Na realidade, a época não se chamavam ainda poemas mas sim cantigas. É que apesar de o poeta ser datado do século XV/XVI, séculos a que correspondia o Renascimento em Itália, em Portugal, João de Roiz de Castelo-Branco, situa-se ainda numa época anterior, na chamada poesia trovadoresca – das cantigas de amigo, cantigas de amor, cantigas de escárnio e mal dizer.
A belíssima cantiga “Partindo-se” fala da separação da pessoa amada. A ideia da escultura é apresentada por duas folhas que se separam, que partem em sentidos opostos.

Escultor
Rui Matos
Nasce em Lisboa em 1959. Vive e trabalha próximo de Sintra.
Entre 1980/87 frequentou o Curso de Escultura da ESBAL. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em 1993. Em 1987 realiza a primeira exposição individual “Órgãos e Artefactos” – Lisboa, com esculturas em ardósia. Seguem-se esculturas em gesso-bronze “Primeira Ilha” – Colares e “Mediterrâneo” – Porto. A primeira exposição em pedra é de 1991 “Enormidade Sequência e Naufrágio”. Realiza outras em 2005 – “Transformações-Relatos Incertos” e “Objetos de Memória” e em 2007 “Histórias Incompletas”. Desde 2008 que as esculturas são em ferro, expostas em “A Pele das Coisas” e “Transformo-me naquilo que toco”. Tem esculturas públicas em Portugal e no estrangeiro. www.ruimatosescultor.com

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